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Além de dar calote em jogadores, Comercial não paga arbitragem e CBF é acionada

O Comercial, que jogou o Comerário no domingo passado sem ter quitado os salários dos jogadores e acabou perdendo por 3 a 1, começa a deixar evidente que a saúde financeira do clube é das piores. O clube também não pagou a arbitragem do duelo pela Copa do Brasil, contra o Joinville.

Diante do problema, a Anaf (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol) acionou a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para relatar o problema. Tal ato da diretoria colorada resulta em descumprimento ao Estatuto do Torcedor, já que tais despesas são de responsabilidade do mandante.

"Não foi efetuado o pagamento das taxas, diárias e passagens para a equipe de arbitragem, em desacordo ao que prevê o Estatuto do Torcedor. Assim, solicitamos as providências cabíveis para que a equipe de arbitragem seja ressarcida", frisa o documento entregue à CBF pela Anaf.

Árbitro ainda não recebeu reembolso (Foto: Portal no Ar)
Em jogos da Copa do Brasil, as passagens são adquiridas pelo próprio árbitro, que ficando sem o ressarcimento, acaba ficando no prejuízo, mesmo tendo trabalhado. "Contando com a especial atenção que o fato requer, aguardamos parecer", finaliza o documento, datado de ontem (22).

O duelo terminou em 1 a 0 para o Joinville. Só para entrar em campo, sem precisar gastar com viagens e outros, o Comercial ganhou R$ 250 mil da CBF como cota de participação na competição. Caso passasse de fase, receberia mais R$ 310 mil - como foi o caso do Sete.

Ainda assim, o clube está com atrasos no pagamento, não fazendo nem o devido repasse para a arbitragem. Informação, ainda não confirmada pelo clube, indica que o clube adiantou grande parte da verba ano passado, quando o clube ainda era presidido por Ítalo Milhomem, fazendo com que pouco sobrasse para 2017 e o clube enfrentasse dificuldades.

O trio de arbitragem no duelo contra o Joinville foi mineiro. O árbitro principal foi o professor Wanderson Alves de Sousa, de 32 anos, que no ano passado apitou 22 jogos por competições nacionais, todos por divisões inferiores.

Ele foi auxiliado por Ricardo Junio de Souza, também de 32 anos, e Felipe Alan Costa de Oliveira, de 27, único que atuou em um jogo da Série A do Brasileiro em 2016. O sul-mato-grossense Paulo Henrique Schleich Vollkopf foi o quarto-árbitro.

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