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Morenão e futebol do MS viraram 'assunto de Estado' e despertam interesse 'repentino' de quem antes os ignoravam

À flor da pele - Os nervos estavam à flor da pele no Comerário e um bate-boca que já tinha sido colocado sobre panos quentes, estourou como bomba na segunda-feira (20). A discussão foi entre o atacante camisa 78 Rodrigo Gral e o repórter da rádio Difusora Pantanal, Everson Nunes, popularmente conhecido como Olho Vivo.

Erros - Everson não gostou da forma como Gral negou entrevista no intervalo e reclamou. Gral não gostou da reclamação e mandou o repórter "baixar a bola". Parecia que tudo tinha ficado por isso mesmo, até o fim do jogo. Com "sangue nos zóio" Gral foi tirar satisfação com Everson e o resto todos já sabem. Os dois erraram, mas ninguém deve ser crucificado por isso.

Presente - Falando em Rodrigo Gral, o catarinense completou 40 anos nesta terça-feira (21) e recebeu como presente no domingo (19) a vitória por 3 a 1 sobre o Comercial. Porém, o que repercutiu nacionalmente mesmo foi a nota de repúdio emitida pela Acems em favor de Everson Nunes. Um Cavalo de Troia para o camisa 78.

Chupemos! - A vitória do Sete sobre o River foi efusivamente comemorada pelos douradenses, inclusive com excessos. Tata Cavaltanti, comentarista da Grande FM, emendou um "chupa imprensa da Capital" ao vivo após o resultado surpreendente. Seu companheiro de transmissão, Fábio Dorta, só faltou abrir os braços e gritar "segue o jogo".

E hoje? - Curiosamente, depois da "chupada" de Tata, o Sete amarga a lanterna do Grupo B do Estadual - são dois empates e uma derrota - e uma eliminação na fase preliminar da Copa Verde. Que hoje o time de Dourados tenha mais sorte contra o Sport no Recife, mas sem provocações.

Edemir Rodrigues/Divulgação
Assunto de Estado - O futebol sul-mato-grossense, de repetente, virou assunto de Estado e é tratado como menina dos olhos por muitos. Tudo envolve o "Projeto Morenão", que aos trancos, barrancos e bem devagar vai sendo tocado. Será o renascimento do ópio do povo?

Tempos de crise -  O "apoio", que fica mais no discurso e tapinha nas costas, segue em tempos de crise financeira e institucional do Governo do Estado, onde homem forte do Executivo foi apontado como envolvido em recebimento de propina e operações do Gaeco abriram crise na Agepen.

Até quando - A pergunta que fica é: até quando o Governo vai resistir esta crise e até quando o Morenão usado como plataforma do pão e circo? Vale lembrar que a reabertura do estádio só virou pauta e foi prometida por Reinaldo Azambuja durante a campanha de Rose Modesto à prefeitura.

Interesse 'repentino' - O futebol local passou a interessar veículos que antes o ignoravam. Os holofotes surgem justamente agora que o Governo 'adotou' o Morenão, mas as pautas são as mais amenas e positivas possíveis. Tudo segue uma maravilha na terra de Alice. A dúvida que fica é: esse é o tal "efeito Morenão" ou há algo por trás de toda essa cortina de fumaça?

Realista - No jogo que marcou a reabertura do Morenão, Comercial x Novo, o prefeito Marquinhos Trad foi ao estádio e teve posição mais realista. Sentado no chão mesmo, frisou ter gostado do evento, mas confidenciou que o estádio ainda estava longe de estar em boas condições. Basta dar uma olha nas cabines de imprensa para perceber. O "cheirinho de morcego" persiste ainda.

Um peso, uma medida - As críticas a organização do jogo entre Operário e União foram substituídas por elogios no Comerário, jogo que levou o maior público do Estadual 2017. Nada mais justo, afinal, ao contrário da outra vez, tudo foi bem agora. "Eu preciso que tudo dê certo para não me queimar e para fechar bons negócios", disse um gestor operariano. Ponto positivo do Galo.

Mais e mais - Para evitar a recontagem da 1ª rodada e facilitar o trabalho, o Operário contratou para o Comerário a mesma empresa que gerencia a bilheteria da Expogrande. Já pelos lados do Comercial, o assunto da vez foi o acordo com o ex-treinador Laércio, envolvendo centenas de milhares de reais, mesmo após ser beneficiado com o leilão da antiga sede do clube.

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