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Comissão é montada para avaliar e elaborar criação de Sistema Municipal do Esporte em Campo Grande

Uma comissão formada por 31 representantes das mais diversas modalidades e entidades terá a missão de definir os rumos do esporte campo-grandense para os próximos anos. Na segunda-feira (8), com uma grande audiência pública, a Câmara Municipal deu o pontapé inicial para a implantação do Sistema Municipal de Esporte e Lazer, proposta da Funesp (Fundação Municipal de Esportes) que propõe um novo direcionamento para as políticas públicas da Capital. O projeto foi discutido com autoridades, atletas, técnicos, dirigentes e até mesmo com o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, que esteve em Campo Grande especialmente para o evento.

Cocada e Picciani seguraram camisas do Operário e Comercial no fim da audiência pública (Foto: Divulgação)
“Quando as esferas de governo somam esforços, quem ganha é a população. Saio daqui hoje muito feliz em ver a defesa dos gestores de Mato Grosso do Sul na valorização do esporte. Devemos valorizar os gestores que valorizam o esporte como uma política pública de primeira grandeza, todos aqueles que acreditam no potencial transformador do esporte, potencial de inclusão social, potencial econômico, na geração de emprego e de oportunidades. Parabenizo a todos por essa ação, colocando isso na lei do município, independente de quem estiver a frente do governo. Podem ter certeza: o Ministério do Esporte será parceiro de Campo Grande, de Mato Grosso do Sul, na promoção de política pública do esporte. Vamos ajudar na recuperação dos parques, na conquista da pista de atletismo, e isso tudo é mérito de cada um de vocês aqui presentes”, elogiou.

A Comissão será composta por atletas, frequentadores de parques públicos, representantes de federações, atléticas, universidades, entidades, dentre outras. Ela será criada via decreto pelo prefeito Marquinhos Trad, com prazo de duração. Neste período, provavelmente 120 dias, irá discutir uma proposta para o Sistema, que será encaminhado ao Executivo. O texto final será feito pela própria Prefeitura, que encaminha a proposta para análise da Câmara. Este sistema prevê a criação de conselhos e conferências municipais, um órgão gestor e, ainda, fontes de financiamento dos projetos. A previsão é de que, no final de 2018, todo o Sistema esteja em pleno funcionamento.

“O sistema será uma ferramenta de gestão de políticas públicas para o esporte e lazer. O nosso compromisso, com a criação deste Sistema Municipal, é definir com transparência e responsabilidade as competências dos entes federativos responsáveis pelo esporte. Além disso, trabalhar pela construção de conselhos, para acompanhar e fiscalizar as atividades que estão sendo desenvolvidas no setor. É fundamental também que haja conferências, ouvindo efetivamente cada cidadão, para que possamos construir uma política que represente o desejo e anseios da população. A partir dessas conferências, criar um plano municipal de esporte e lazer. Isso irá definir em longo prazo uma política de planejamento. E por fim, criar um fundo municipal, que defina claramente de onde vem o recurso para investimento na política de esporte e lazer e saber para onde vai este recurso, quais critérios adotados”, disse o diretor-presidente da Funesp, Rodrigo Terra.

O gestor ainda acredita que a implantação do Sistema Municipal de Esporte e Lazer possa ser o início de uma ampla revolução no desporto campo-grandense. O projeto, garante, deve também definir as competências do município para investir no esporte. “Hoje, o Brasil não define competência do município, do estado e da união. O que acontece? As famosas áreas de sombreamento. O governo municipal faz uma ação, o estado vem e faz a mesma ação, e o governo federal, mais uma vez, repete a ação. Não tem uma definição clara das competências e finalidades de cada um dos entes da federação”, analisa.

“Todos os dias, clubes me procuram pedindo apoio para que uma equipe represente o Estado em uma competição nacional. Digo com todo cuidado: mas se é uma equipe que representa o Estado, não seria papel do Governo do Estado apoiar? Não seria papel da Prefeitura apoiar atletas que representam Campo Grande? Esse é um indicativo claro de que não temos uma definição de competências. Esse é mais um desafio que a criação do Sistema vai propor”, finalizou.

Para o presidente da Câmara, vereador João Rocha, é um momento de repensar a importância do esporte em todas as suas formas. “A união é que vai fazer com que essa crise se transforme em criatividade e vitória. E vitória se consegue com as mãos unidas e bons princípios, com políticas públicas verdadeiras. É preciso parar de discurso e partir para a atitude. Esse plano é importante, mas é mais importante sair do papel e se tornar uma realidade para que todos nós possamos provocar os efeitos que a população de Campo Grande e Mato Grosso do Sul tanto esperam”, disse.

O prefeito Marquinhos Trad reforçou em seu discurso que o trabalho desenvolvido na atual gestão “existe pela força de vontade da população de Campo Grande”. “Aqui não tem sigla de partido, aqui o partido é Campo Grande. A ideia deste seminário é confeccionar através de um projeto de lei tudo o que for colocado em discussão para que a nossa cidade possa ter o seu nome gravado na história nacional do País”, destacou.

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