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De bolso cheio! Corumbaense e Costa Rica contrariam 'quebradeira' e terão orçamentos gordos em 2018

Enquanto a grande maioria dos clubes do interior sofrem e até entram em inatividade sem o repasse de verbas das prefeituras, dois times de Mato Grosso do Sul, Corumbaense e Costa Rica, contrariam essa lógica atual e contam com orçamentos gordos para a temporada 2018, com grande parte desse dinheiro vindo dos cofres municipais.

Presidente Bosco ao lado do falecido prefeito Ruiter
A "quebradeira" das prefeituras fez com que vários times perdessem suas principais fontes de renda. Em 2017, o Naviraiense se salvou do rebaixamento, mas anunciou sua inatividade. Já o rival Ivinhema foi rebaixado. Só o Águia Negra conseguiu ter bom resultado sem verba da prefeitura.

Mas o contrário acontece em Corumbá e em Costa Rica, onde os clubes contam com pleno apoio financeiro municipal. No caso do Corumbaense, o time contará com orçamento milionário para a disputa do Estadual, Copa do Brasil e Série D durante 2018.

Conforme definido nesta quarta-feira (13) no orçamento da prefeitura de Corumbá, o Galo Pantaneiro contará com R$ 840 mil de recursos municipais para utilizar durante o ano. Além disso, a equipe terá pelo menos R$ 300 mil referente a cota de participação na primeira fase da Copa do Brasil - que oferece R$ 500 mil, mas o time, conforme o presidente Luiz Bosco, já antecipou R$ 200 mil.

Somando apenas essas duas fontes, os valores somam R$ 1,1 milhão, que será acrescido ainda com valores referentes à Copa Verde e patrocinadores, como a Andorinha, além de possíveis premiações por classificação na Copa do Brasil e título no Estadual.

Já o Costa Rica, que terá Chiquinho Lima no comando em 2018, teve aprovado em novembro pela Câmara local o repasse de R$ 350 mil pela prefeitura apenas para a disputa da primeira fase. Em caso de classificação paras as quartas de final, mais R$ 100 mil devem ser repassados.

Passando as quartas e o clube indo para o quadrangular final, outros R$ 112,5 mil deverão ser suplementados no orçamento. Ao todo, os valores somam R$ 562,5 mil. Extraoficialmente, há informações que a verba com patrocinadores pode fazer dobrar o orçamento geral.

Outros clubes

Por enquanto, pouco se fala da verba que os outros clubes terão, mais por escassez de recursos do que por falta de informações de fato. O Operário, que era patrocinado pela Company, rompeu o contrato ainda durante o Estadual deste ano e, por ora, anunciado apenas o acordo com a HVM. O time também está na Copa Verde, que rende um dinheiro extra.

O Novo terá R$ 500 mil da Copa do Brasil, parte deles já adiantados em 2017. Valores referentes a patrocínios não foram revelados, mas devem ser repassados ao público durante a apresentação do novo treinador, Robert, ainda a ser marcada.

No União, o presidente Fábio Manso afirma que tinha apenas um acordo verbal com a Company, mas com a operação da Polícia Federal na qual a empresa foi alvo a assinatura, que deveria ocorrer nesta pré-temporada, foi cancelada e todo planejamento financeiro terá que ser revisto.

No Comercial e demais clubes do interior, também não há informações sobre repasses de verba pública e valores referentes a patrocinadores da iniciativa privada.

*matéria atualizada para acréscimo de informações

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