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'Replanejado' para 2018, União apresenta novo investidor e parceria com clube da Malásia

Replanejado. Essa é a palavra que define o União para 2018. O clube, que já conta com aporte do Colégio ABC, agora ganha novo investidor, o projeto BitOfertas, que visa um trabalho de longo prazo no clube, ocupando uma lacuna deixada pelo Cene - clube de menor tradição que a dupla Comerário, mas que dominou o futebol regional.

Comissão, presidente e investidor (Foto: MS Esporte Clube)
De acordo com o presidente do clube, Fábio Manso, as suspeitas que se abriram sobre a atuação da Company, que tinha um acordo verbal, com o União, impediu que houve assinatura oficializando a parceria. Com isso, foi preciso replanejar a temporada de 2018.

"Essa questão foi uma situação muito complicada. A gente teve que fazer um novo planejamento, mesmo já tendo orçamento aprovado. Foi tudo em um tempo muito curto, menos de um mês. Já tínhamos compromissos assumidos", conta Manso.

O dirigente ainda completa que nesse período buscou novos parceiros, encontrando a BitOfertas, de propriedade de Jonhes de Carvalho. "O que mais interessante é que ele é um sonhador como eu. O União/ABC era um sonho, e ele vislumbrou com essa ideia também".

A ideia, por ora, é que a parceria duro por pelo menos quatro anos. Os valores envolvidos não foram revelados. Porém, Manso revela que eles são menores do que o acordado, mas não concretizado, com a Company - que chegou estampar a marca no uniforme do time no Sub-19.

Empresa do ramo de negociação de criptomoedas, entre elas a já famosa bitcoin, a BitOfertas funciona como uma casa de câmbio. Ela vai ocupar o espaço do patrocinador master na camisa do clube. Além disso, a BitOfertas patrocina a Seleção Brasileira Máster.

"Quando o projeto foi apresentado vi que era de longo prazo, planejado. Somos uma empresa de Campo Grande e estamos expandindo mercado para além do Brasil, chegando já ao Paraguai, México e Filipinas. Minha aposta é que o União pode se tornar potência local", destaca Jonhnes.

Saída de Robert

Com orçamento reduzido e abaixo do esperado para 2018, o União acabou não conseguindo cobrir a oferta salarial do Novo e perdeu o treinador Roberto para a próxima temporada. Ainda segundo Manso, a mesma situação se aplica ao artilheiro do Estadual, Marcelo, que conseguiu se transferir para o futebol de Malta - país europeu localizado em uma pequena ilha no Mar Mediterrâneo.

"Não deu para segurar [ao falar sobre Robert]. Estava no planejamento, mas com as mudanças repentinas não deu. A gente queria continuar com alguns jogadores, mas o Marcelo foi para fora, o próprio Cristian [camisa 10 do Estadual] a gente tá tentando trazer ainda", revela Manso.

Elenco atual (Foto: MS Esporte Clube)
No lugar de Robert, ficou o ex-preparador físico Robson Mattos, que vai acumular também o lugar de coordenador de futebol. "Queria ir para área de gestão quando chegasse na casa dos 50, mas o Fábio mostrou a dificuldade do mercado para conseguir treinador e então aceitei esse desafio", frisa.

Mattos ainda completa que vai seguir pautado no desenvolvimento dos jovens valores da equipe, e que durante o período que trabalhou fora do país, aprendeu lições com um treinador holandês. "A equipe precisa de muita disciplina para conseguir resultados", finaliza.

Ao todo, o time deverá contar com 28 atletas e 24 já estão treinando, entre eles o goleiro Marcão e o lateral-esquerdo Luberto, ex-Operário. Apenas seis jogadores de 2017 voltam para 2018. O zagueiro Iwata, que chegou a anunciar retorno, não fará parte do elenco por incompatibilidade de horário.

Intercâmbio com a Malásia

Além disso, o União anunciou parceria com um clube, ainda em processo de profissionalização da Malásia. Quem toca o projeto é Robson Mattos, que pretende contar ainda esse ano com seis atletas do país asiático. Um deles, o jovem meia-atacante Derrick, de 16 anos, já está no elenco.

"Eles estão construindo o CT deles a devem ter categorias a partir do Sub-12. O intercâmbio desse garotos aqui deve durar 10 meses e os custos serão todos pagos pelos malaios", explica Mattos sobre o acordo, acrescentando que também será pago uma comissão pelo treinamento.

Já Manso diz que, além de ensinar os garotos da Malásia, o União quer enviar jogadores para atuar no profissional malaio. "Vamos tentar fazer alguns negócios, abrir campos. O futebol lá está começando a se desenvolver. Então a gente quer fazer essa abertura".

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