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Operário e Comercial propõem pacto para encarar 'abandono' na Capital e 'times de prefeituras'

Se dentro das quatro linhas Operário e Comercial fazem o clássico Comerário e são rivais, do lado de fora eles podem se tornar aliados na política dos bastidores do futebol. Dirigentes dos dois clubes devem se encontrar em breve para iniciar as conversas de um pacto entre os clubes, que buscam formas de driblar as dificuldades financeiras.

Divulgação/Arquivo
Na apresentação do elenco operariano, realizada quarta-feira (10) no Grand Park Hotel, a diretoria aproveitou para lançar o novo plano de sócio-torcedor e um acordo com a Caixa Econômica para alavancar as apostas feitas no Operário na loteria Timemania.

O evento foi também oportunidade para se posicionar na "política da bola". Além de anunciar o encontro com o colorado, o presidente operariano Estevão Petrallás aproveitou para disparar contra os "times de prefeitura" do interior do Estado e contra "poderosos" de Campo Grande.

"Infelizmente, quanto for cidade contra cidade, vamos continuar nesse nível o campeonato. Queríamos uma competição com mais jogos [quadrangular final ao invés de semifinal e final], que quem pontuasse mais levasse. Mas os times de prefeitura preferem ele mais curto, desse jeito aí que todos reclamam", comenta o cartola.

Petrallás ainda frisa que, por essas e outras questões, é importante a união da dupla Comerário. "Se não nos unirmos, seremos engolidos pelos clubes de prefeitura do interior. Campo Grande tem quase 1 milhão de habitantes, mas Operário e Comercial estão sem apoio", destaca.

"Campo Grande abandonou seus clubes de futebol", frisa Estevão ao comentar sobre a falta de apoio político, principal da prefeitura local, como de empresas. "Essas empresas vem aqui, levam a riqueza do nosso povo e não deixam nada em troca, nem mesmo no futebol. Conversamos com dezenas delas e o que ouvimos apenas é que somos malucos".

Pouco antes, o diretor Nelson Silva, em tom menos ácido, foi quem reclamou da falta de apoio do Poder Público municipal. "Estamos em um trabalho de resgate do clube. O apoio da prefeitura ainda não veio, mas precisa vir o quanto antes", afirma.

Finanças

Com folha de gastos, incluindo pagamento de salário de todos funcionários e despesas de custeio do clube, na casa dos R$ 130 mil por mês, o Operário começa a temporada com o "uniforme liso", ou seja, sem patrocinadores - no ano passado, durante o Estadual, o clube rompeu com a Company e, para 2018, não renovou com a construtora HVM.

As alternativas para atenuar as despesas são o sócio-torcedor, que ainda está em início, e os repasses feitos por diretores e conselheiros do clube. Ainda assim, a diretoria admite que os valores não são suficientes e é preciso, pelo menos, um patrocinador máster para cobrir a folha.

"O volume do sócio-torcedor não vai atingir o objetivo de se responsabilizar pelas contas do clube, mas nós sem dúvida nenhuma vamos continuar na captação de um possível parceiro, como nos tivemos em outras oportunidades", diz Estevão, que completa.

"O fato de não ter patrocínio externo tem custado a cada um de nós muita dedicação, mas repito, isso não é suficiente para honrar com a folha completa. Por isso, vamos continuar na busca de mais receita", comenta o presidente ao ser questionado sobre o clube ser financiado por conselheiros.

Um comentário:

  1. Estevão Petrallas sabe que não é bem por aí... Como presidente do OPERARIO sabe que nenhuma empresa de grande porte aceitará investir no futebol de qualquer TIME de MS enquanto a FFMS tiver CESÁRIO como presidente e sua Diretoria for composta pelos mesmos nomes que habitam a Federação desde o ano de 1980... Pior é saber que Cesário ainda tem direito a mais uma reeleição e não abre mão dela. Enfim, quem quer ajudar e aplicar no futebol local... não tem coragem. Só nos resta esperar o tempo passar... talvez em 2025 consigamos ter um time na Série C, pelo menos...

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