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Operário bate o Sete por 2 a 1 no Douradão e volta a uma final do Estadual após 21 anos

A espera foi longa, mas enfim o Galo voltou a uma final de Estadual. Depois de 21 anos sem chegar a essa fase da competição (a última foi na final, vencida em 1997; o vice em 2005 foi no sistema de pontos corridos), a equipe venceu por 2 a 1 o Sete neste domingo (25) e garantiu a vaga, já que também venceu por 1 a 0 em Campo Grande, na partida de ida.

Camisa 10 Luiz Miguel, autor do gol, comemora com Grahl
(Foto: Rafael Goes)
O primeiro tempo foi de vantagem para o Operário, não só pelo gol, mas também pelas chances efetivas que teve de balançar a rede. Nos primeiros minutos a partida foi equilibrada, mas logo o Galo, escalado em um 3-5-2, passou a dominar as principais ações com a bola.

Com 18 minutos de bola rolando, a principal chance foi criada pelo alvinegro. Luiz Miguel, que faz seu segundo duelo com a camisa do Operário, avançou pela esquerda e cruzou para Rodrigo Grahl chegar sozinho de cabeça e colocar a bola no pé da trave.

No decorrer da etapa, o Sete tentou chegar a frente mas sempre parou na sólida defesa visitante, que quando ultrapassada, pode contar com o goleiro Pereira, que após um começo de campeonato instável, ganhou de uma vez por toda a titularidade e fez atuação mais segura.

Aos 35 minutos de bola rolando, Luiz Miguel foi lançado na frente e ficou cara a cara com o goleiro Diego, que saiu bem e conseguiu salvar os donos da casa. No início da jogada, a torcida e os jogadores do Sete reclamaram de toque de mão de Grahl no domínio.

E a pressão do Operário se transformou em gol aos 39 minutos. Em cobrança rápida de lateral feita por Da Silva, na direita, Luiz Miguel foi encontrado sozinho na frente. Ele arrancou, ganhou de Felipe na corrida e bateu firme para abrir o placar da partida.

Segundo tempo

Precisando de dois gols para sair com a classificação em casa, o Sete fez mudanças, tirando o centro-avante Williams Recife e o lateral, e colocando no jogo o atacante Luquinhas e o meia Lucas Adão. Por volta dos 20, também saiu Rodrigo Ost para a entrada de Lucão.

Mais ofensivo, os donos da casa pressionaram o alvinegro, que se fechou em busca do contra-ataque. Com nove minutos, a principal chance do Sete. Após cobrança de falta alçada na área, o volante Baiano subiu mais alto que os adversários e carimbou o travessão.

Um minuto depois, Lucas Adão soltou uma bomba de longe e Pereira apareceu para tirar e impedir o gol dos douradenses. Com o decorrer do jogo, os ânimos do Sete foram esfriando. Sem conquistar espaços com a bola no chão, o time passou a chuveirar na área operariana.

Faltando 10 minutos para o fim da partida, o time de Dourados então iniciou uma blitz em cima do Galo. Em lance perigoso, Pereira não conseguiu fazer a defesa completa e a bola pipocou na pequena área, em direção a linha do gol. Porém, o arqueiro conseguiu se recuperar e encaixou. Na sequência, ele foi chutado por Lucas Adão e a bola entrou no gol, mas o lance foi anulado pelo árbitro.

A pressão dos donos da casa prosseguiu até que conseguissem o empate, aos 41. Rodrigo Arroz e Pereira não se entenderam em uma bola na entrada da grande área e ela acabou sobrando para Lucão, que driblou os dois, correu e bateu para balançar as redes.

O panorama persistiu até o fim, mas tudo foi por água abaixo aos 49 minutos, quando em contra-ataque pela direita, Firmino avançou e inverteu a bola para a esquerda, onde encontrou Fernandinho sozinho. O volante segurou a bola, esperou uma definição da defesa, puxou a bola para o meio e soltou um belo chute indefensável para Diego, marcando o gol da vitória alvinegra.

Agora, o Galo aguarda o vencedor do duelo entre Corumbaense e Novo, que acontece quarta-feira (28), no estádio Arthur Marinho, para conhecer seu rival na final. O Carijó tem a vantagem do empate. Os duelos estão marcados para acontecer nos dois próximos domingos (1º e 8 de abril). A volta acontece no Morenão e a vantagem do empate no agregado é operariana.

Confusão no fim

Após o segundo gol do Operário, foi iniciada uma grande confusão nas arquibancadas e no campo, com torcedores atirando garrafas e diversos objetos no campo, tendo como alvo a equipe visitante a quarteto de arbitragem, comandado por Augusto Ortega.

Em campo, os árbitros foram rodeados pelos jogadores do Sete, inconformados. O Batalhão de Choque teve que intervir, fazendo pelo menos dois disparos de munição não letal. O mesmo aconteceu na descida para o vestiário do Operário, quando os torcedores insistiram em atirar objetos no campo e foi preciso disparar duas vezes para dispersar a multidão.

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