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'Águas de Junho': eliminação do Novo 'enterra' ano do futebol sul-mato-grossense?

Abrindo (e fechando) - "É pau, é pedra, é o fim do caminho. É um resto de toco, é um pouco sozinho"... O trecho que abre a canção Águas de Março, interpretada por Elis Regina e Tom Jobim, pode ser também um retrato atual do calendário do futebol sul-mato-grossense. Será mesmo?

Lado fraco - Para muitos, os problemas vistos recentemente em torneios no Estado colocam em xeque as disputas onde a competitividade é menor, ou seja, Série B e campeonatos de base. Os atletas, que não tem culpa de nada, são reféns de dirigentes desorganizados.

Calendário - Com apelo da emissora de televisão de maior audiência geral, contexto nacional (disputa apenas de outros estaduais) e participantes com mais torcida, a primeira divisão do Estadual acaba ficando em um patamar muito além das demais competições locais.

Série D - Porém, com o término da Série A do Estadual, apenas duas equipes seguem ativas. E mesmo assim, dura pouco essa participação. Em 2018, Corumbaense e Novo disputaram a Série D, enquanto em 2019 o Carijó joga de novo, mas acompanhado pelo Operário.

Eliminação e ponto final - Há duas semanas, o Corumbaense foi eliminado, e neste fim de semana, foi a vez do Novo sair. De um lado, há quem diga que aqui se encerrou o futebol sul-mato-grossense em 2018, já que o Brasileirão chama, infinitamente, mais atenção.

Contraponto - Do outro lado, há quem defenda a importância da base - mesmo com os problemas visíveis e de sabedoria de todos. No caso da Série B, ela é tida como a "abertura dos trabalhos para o ano seguinte". Basicamente, é como se jogássemos no sistema europeu de calendário.

Águas de Junho - Mas afinal de contas, o calendário do futebol em MS acaba mesmo junto as já constantes eliminações nas fases iniciais da Série D, sendo os demais torneios apenas tapa-buracos? Ou tal pensamento apenas desvaloriza um produto local, que já sofre com a concorrência de competições "graúdas" nacionalmente?

Copa de 2018 - Já olhando para o quintal dos vizinhos dos grandes centros, vemos um calendário turbulento, com jogos em cima de jogos e pouco tempo para treinamentos e recuperação de atletas. Hoje, coloca-se a culpa na Copa do Mundo de 2018, que forçou uma parada de um mês.

Copa de 2019 - Em 2019, porém, o Brasil voltará a sediar um torneio de seleções, a Copa América. Cinco anos após o Mundial, marcado pelo 7 a 1, teremos mais uma vez uma importante competição no país. Mas fica a dúvida desde já: mais uma vez o calendário será drasticamente afetado?

Copa Morena - Perdura de muito tempo a Copa Morena como principal competição local, mas agora ela tem chancela da FFSMS (Federação de Futsal de Mato Grosso do Sul). Ainda assim, quem manda e desmanda na mesma é a sua organizadora, a TV Morena.

Ao vivo e corrido - Disputa por atletas que em paralelo jogam outros torneios, por outras equipes, apresenta regulamento com regras esdrúxulas, como a mudança do tempo de jogo em partidas transmitidas ao vivo - ao invés de dois tempos de 20 minutos de bola rolando, são 20 corridos.

Final em Coxim - Pior ainda do que fugir da regra oficial é a final, marcada para ocorrer em Campo Grande, campo neutro, mudar para Coxim, casa de um dos finalistas, após poupuda oferta financeira para levar o duelo para lá. O outro finalista, o Juventude de Dourados, aceitou sem problemas.

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