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Missão impossível? Há 50 anos, artilheiro da Copa não passa da marca de 10 gols

A Copa do Mundo 2018 tem uma missão a mais para os goleadores. Há 48 anos, o Mundial da Fifa não tem um artilheiro com dez ou mais gols, mesmo o número de jogos aumentando de 1970 para cá. O campeão do torneio na Rússia realizará sete partidas - uma a mais do que no México -, sendo três na primeira fase e outros quatro ao longo do mata-mata.

Em 20 edições, a Copa do Mundo registrou apenas três jogadores com uma dezena de gols no mesmo ano. Na Copa do México, Gerd Müller deixou sua marca em dez oportunidades, mas a Alemanha teve que se contentar com o 3º lugar ao superar o Uruguai.

Os alemães haviam sido eliminados nas semifinais pela Itália que ficaria com o vice ao ser derrotada pelo Brasil. Desde então, porém, nenhum outro jogador ousou a chegar perto dos dez gols.

De lá para cá, a melhor marca foi de Ronaldo. O Fenômeno contribuiu com oito tentos na campanha do penta em 2002. O último artilheiro da Copa do Mundo foi James Rodríguez. O colombiano meteu seis bolas no fundo do barbante no Mundial de 2014. Mas antes da dupla sul-americana e de Gerd Müller, outros dois jogadores fizeram história.

Maior de todos

É verdade que Eusébio, de Portugal, bateu na trave, em 1966, com seus nove gols na Inglaterra, mas o recorde seria visto na Suécia. Em 1958, o francês Just Fontaine festejou em 13 oportunidades. Aquela edição teve o Brasil no lugar mais alto do pódio, enquanto a França acabou em 3º.

O primeiro jogador a chegar aos dez gols, no entanto, foi o húngaro Sandor Kocsis, responsável por 11 tentos em 1954, na Suíça. O primeiro artilheiro da história das Copas, enquanto isso, foi o argentino Guillermo Stabile. Em 1930, ele guardou oito gols. Os hermanos seriam vice-campeões ao caírem ante o anfitrião Uruguai.

Em 1962, a artilharia não só foi dividida como também houve o pior desempenho dos goleadores. Vavá, Garrincha, Valentin Ivanov, Florian Albert, Leonel Sanchez e Drazen Jerkovic foram para as redes 4 vezes. Além de 1962, as edições de 1994 e 2010 também tiveram artilharia dividida.

Na eterna rivalidade entre sul-americanos e europeus, larga vantagem para a Europa que teve 19 artilheiros. A América do Sul conta com apenas dez artilheiros nessas 20 edições. Nas últimas duas Copas, porém, os sul-americanos marcaram presença no topo.

Por Rodolfo Brito, do Sr. Goool

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