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Seleção canarinho só venceu Copas com treinadores que assumiram no 'meio do caminho'

Tite e seus convocados estreiam neste domingo (17) às 14h contra a Suíça na Copa do Mundo, com a dura missão de apagar a má impressão deixada no 7 a 1 para a Alemanha, há quatro anos. Mas além dos bons resultados e bom futebol apresentado durante as Eliminatórios, o treinador gaúcho conta com alguns números ao seu favor.

Foto: Lucas Figueiredo/CBF
Entre eles está um curioso: nos cinco títulos do Brasil, a equipe foi comandada no Mundial por treinadores que assumiram "no meio do caminho", ou seja, não fizeram o ciclo completo de quatro anos entre uma copa e outra - situação sempre criticada.

Em 20 de junho de 2016, Tite foi oficializado à frente da Seleção Brasileira - ou seja, completará dois anos à frente do escrete canarinho durante esta Copa. Na última conquista mundial do Brasil, por exemplo, Luiz Felipe Scolari foi apenas o quarto técnico dentro do ciclo.

Vanderlei Luxemburgo assumiu para o ciclo entre 1998 e 2002, mas não aguentou o tropeço nas Olimpíadas. Até Candinho esteve à frente, momentaneamente, da Seleção Brasileira. Emerson Leão foi mais um que tentou, mas teve que entregar o bastão ao campeão Felipão.

O técnico do tetra também era substituto. O ex-jogador Paulo Roberto Falcão foi o escolhido para substituir Lazaroni na decepcionante campanha de 1990. Falcão, porém, não segurou a bronca. Ernesto Paulo, assim como Candinho em 2000, realizou um jogo à frente do Brasil. Ele, porém, deu lugar a Carlos Alberto Parreira que encerraria o jejum de 24 anos sem gritar "é campeão".

Vicente Feola, Aymoré Moreira e Zagallo, campeões de 1958, 1962 e 1970, respectivamente, também chegaram durante o ciclo da Copa do Mundo. Vicente Feola foi o técnico final após Flávio Costa, Osvaldo Brandão, Teté, Sylvio Pirillo e Pedrinho.

Aymoré Moreira teve menos concorrência com Gentil Cardoso, Oswaldo Rolla e o próprio Vicente Feola. Já o velho lobo Zagallo, na época recém aposentado dos campos, esperou Aymoré Moreira, Antoninho, Biju,Carlyle Guimarães, Jota Júnior, Yustrich e João Saldanha.

Cinquentões

A história dos Mundiais mostra que técnicos mais experientes levam vantagem sobre os demais. Tanto é verdade que em 11 das 20 edições, os comandantes campeões tinham entre 50 e 59 anos. O Brasil, aliás, foi campeão três vezes com "cinquentões".

E um desses cinquentões é Tite, que já completou 57 anos em 2018. O último título conquistado pela Seleção Brasileira, em 2002, contava com Felipão no comando. O treinador gaúcho deu a volta olímpica ao longo dos seus 53 anos. Ele é o técnico mais velho a garantir o título ao Brasil.

Já Carlos Alberto Parreira encerrou o jejum brasuca de mais de duas décadas aos 51 anos, enquanto Aymoré Moreira festejou o bi, em 1962, com 50 anos. O treinador mais velho a ser campeão da Copa, no entanto, foi Vicente del Bosque, que levou a Espanha ao inédito título, em 2010, aos 59 anos.

Se o espanhol é o mais experiente, o uruguaio Alberto Suppici é o mais jovem vencedor na história das Copas. Na primeira edição do torneio da Fifa, em 1930, o Uruguai foi campeão em casa tendo seu treinador com apenas 31 anos. Alberto Suppici, no entanto, não é o único trintão.

Ao todo, três comandantes na base dos 30 anos faturaram a Copa. Zagallo está nesta lista. O velho lobo venceu a Copa do Mundo de 1970, no México, aos 38 anos. Enquanto isso, seis técnicos tinham entre 40 e 49 anos em seus feitos mundiais.

A primeira conquista do Brasil, em 1958, na Suécia, foi ganha por Vicente Feola aos 48 anos. Esta é a mesma idade de Vittorio Pozzo, único técnico bicampeão da história das Copas do Mundo. O italiano foi campeão pela primeira vez em 1934 aos 48 anos. Na Copa seguinte, em 1938, Pozzo voltou a faturar o título pela Itália, agora, com 52 anos.

Veja abaixo a idade de todos treinadores campeões do mundo:

1930 (Uruguai)
Alberto Suppici (31 anos)

1934 (Itália)
Vittorio Pozzo (48 anos)

1938 (Itália)
Vittorio Pozzo (52 anos)

1950 (Uruguai)
Juan López Fontana (42 anos)

1954 (Alemanha Ocidental)
Sepp Herberger (57 anos)

1958 (Brasil)
Vicente Feola (48 anos)

1962 (Brasil)
Aymoré Moreira (50 anos)

1966 (Inglaterra)
Alf Ramsey (46 anos)

1970 (Brasil)
Zagallo (38 anos)

1974 (Alemanha Ocidental)
Helmut Schön (58 anos)

1978 (Argentina)
César Menotti (39 anos)

1982 (Itália)
Enzo Bearzot (54 anos)

1986 (Argentina)
Carlos Bilardo (47 anos)

1990 (Alemanha Ocidental)
Beckenbauer (44 anos)

1994 (Brasil)
Carlos Alberto Parreira (51 anos)

1998 (França)
Aimé Jacquet (56 anos)

2002 (Brasil)
Felipão (53 anos)

2006 (Itália)
Marcello Lippi (58 anos)

2010 (Espanha)
Vicente del Bosque (59 anos)

2014 (Alemanha)
Joachim Löw (54 anos)


*com informações do Sr. Goool

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