Blog da Redação: os '7 erros' do Sete de Dourados, que balança mas não cai

Cargo vago - O Sete de Setembro, de Dourados, está sem presidente desde o dia 30 de novembro de 2018. Ao menos é o que consta nos registros da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul) e CBF (Confederação Brasileira de Futebol). O mandato de Alex Lima terminou e, em seu lugar, deveria entrar o gestor Tony Montalvão, desde 2016 no clube.

Cadê a ata? - A ata da eleição não foi entregue à Federação, muito menos à CBF. Em Dourados, dizem os mais "próximos" do bastidor da bola que o documento  sequer foi registrada em cartório, já que Tony a teria "empurrado com a barriga" a situação. Entretanto, ao cronista Thiago Faria, ele assegurou que entregará até quinta-feira (10) a ata.

Burocracia - O prazo de análise e resposta dos cartórios em atas de eleição é de 30 dias. Ou seja, se não houve registro do documento em tempo hábil, só a boa e velha "quebra de galho" pode salvar o Sete. Sem a devida atualização de dados na FFMS e CBF, não é possível registrar contratos e, assim, impossível fazer com que os jogadores entrem em campo pelo clube.

Velho problema - Ano passado, quando foi realizada a eleição de Francisco Cezário para seu último mandato, Tony não pode votar em nome do Sete pois, ao contrário do que era declarado por muitos, ele não era presidente do clube, nem estava com portando procuração dando-o tais poderes.

No Douradão, Sete venceu o primeiro duelo da história
contra o rival douradense Operário
(Foto: Franz Mendes/Arquivo)
Minha Casa, Onde Fica? - Outro problemão a ser resolvido pelo Sete na próxima semana, antes da Estadual 2019 contra o Águia Negra no dia 19, é onde o time vai jogar. Até o momento, o Douradão segue interditado e sem perspectiva de abertura, já que a entidade responsável pelo estádio, a Funed, está sem diretor-presidente desde dezembro de 2018 e todos os trabalhos ali estão parados.

Problema ao quadrado - A situação afeta não só o Sete, mas como seu rival douradense, Operário Atlético, que estreia fora de casa, mas logo na segunda rodada, marcada para o dia 23, uma quarta-feira, deve receber a Serc, seja lá onde conseguir mandar a partida.

Balança, mas não cai - Já virou praxe os "ameaços" de Tony Montalvão às vésperas do campeonato estadual. Foi assim em 2017 e em 2018. Para o campeonato de 2019, Tony chegou lançar a possibilidade nas redes sociais, mas logo fez questão de encerrá-las. O cartola afirmou que daria prioridade aos jogadores da base, mas dias depois anunciou velhos conhecidos, como Otacílio Neto, Roger Paranhos e Fernando Hilário.

Vacas magras - Em julho, o time não jogaria em 2019. Em outubro, Tony confirmou que jogaria. Fez diversos apelos e lançou várias modalidades de patrocínio. Agora, em janeiro, mês de início do Estadual, o dirigente do Sete lança uma vaquinha online para arrecadar fundos. Quem quiser ajudar, segue o link: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/7-de-dourados.

Auto-valorização - Costumeiramente a falta de investimentos no futebol local é depositada na má vontade do empresariado e na gestão realizada pela Federação. Corretas ou não tais afirmações, a verdade é que a inconstância das ações de Tony, porta-voz do clube na mídia, não ajudam contornar tal situação, e a realização de uma vaquinha online transparece uma imagem de desespero que o clube não precisa neste delicado momento. Fica a dica!

Enquanto isso, em Gothan City... - Batman e Robin trabalham duro para conseguir abrir a caverna dos morcegos antes do cantar dos galos. Nas redondezas, os super-heróis são bastante solicitados, mas a recíproca é nula. O jeito é apelar para o chapolim e suas anteninhas de vinil!

Coringa! - Não estamos falando do famoso vilão, nem do ex-vereador campo-grandense. Estamos falando do União, que arrancou sorrisos de seus apoiadores ao vencer, merecidamente, o Operário por 1 a 0 em amistoso disputado em Terenos, no domingo (6). O time de Paulo Mulle se mostrou melhor físico, técnico e taticamente, com linhas de defesa e meio bem ajustadas, compactando espaços sem a bola e saindo rápido com ela. Destaque para o veloz atacante Alemão.

Alvinegro - Do lado operariano, ficou claro que o time ainda está fisicamente aquém das condições normais, o que compromete a análise. Porém, a falta de aproximações no meio-campo é latente, assim como a busca pelo "camisa 10". Trabalho para o bom meia que foi o agora treinador Arilson, que mostrou um pouco de seu estilo: buscar o controle do jogo com a posse de bola.

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