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MP libera Morenão por três meses e estádio ainda é dúvida para jogos da Série D

O Morenão foi oficialmente liberado nesta quinta-feira (17) pelo MPE (Ministério Público Estadual). O sinal positivo veio após vistoria presencial feita pelo promotor Luiz Eduardo Lemos de Almeida, da 43ª Promotoria de Justiça, que foi ao estádio acompanhado com sua equipe de trabalho, dirigentes da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul) e responsáveis pelos laudos.

Foto: Divulgação/MPE-MS
Contudo, a liberação tem duração de apenas três meses, prazo de duração do Campeonato Sul-mato-grossense, e coloca em xeque a disponibilidade da praça esportiva para a Série D do Brasileirão, que em 2019 começa em 5 maio, um domingo, e contará com a participação do Operário.

De acordo com o promotor, para não voltar a fechar em três meses o Morenão precisará passar por mais reparos, solucionando problemas considerados de risco médio. Entre eles, está a exposição de ferragens que apresentam certo estágio de corrosão, e o sistema elétrico, que ainda não conta com todos relatórios e não tem sistema de proteção contra raios.

Além disso, o Daex (Departamento Especial de Apoio às Atividades de Execução) do MP pediu que em até seis meses sejam realizados estudos e testes na estrutura do estádio, comprovando que não há problemas estruturais na marquise, inspeção na manta aplicada no mesmo local, entre outros.

Ao todo, o Morenão em 2019 poderá receber até no máximo 12.781 torcedores, sendo a "casa" dos clubes da Capital e alguns do Interior, seja cumprindo punição ou aguardando liberação de estádios locais. O Estadual começa no próximo sábado (19) e vai até dia 21 de abril, um domingo. Já a quarta fase (última antes das oitavas )da Copa do Brasil se encerra dia 24.

MPE cobra manutenção constante no Morenão

O MPE é claro ao indicar a possibilidade de fechamento do estádio, não devendo as entidades que administram o esporte local se surpreenderem com tal fato durante o ano. Além de novas reformas e inspeções, a promotoria também pediu que fosse criado um plano de manutenção continuado para o estádio, ou seja, que o Morenão não recebesse atenção apenas às vésperas do Estadual.

Com isso, problemas que fossem surgindo seriam sanados no início, e os já existentes, corrigidos com maior tempo. Entretanto, quem responde ao inquérito civil do MPE é a FFMS, enquanto a dona do estádio é a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), o que pode acarretar barreiras para colocar em prática o planejamento solicitado pela promotoria.

Ainda nas eleições para prefeitura em 2016, o governador Reinaldo Azambuja, em campanha com sua vice e candidata a prefeita Rose Modesto, prometeu a reforma completa do Morenão em parceria com a UFMS. Entretanto, quase três anos depois, tal obra ficou apenas no papel.

Oficialmente, ninguém se manifesta sobre a questão e poucas informações são passadas. Nos bastidores, afirma-se que a forma escolhida pelo governador para realizar o convênio com a UFMS não é possível de ser feita, travando o processo e a esperada reforma.

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