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Nadador de MS, Léo de Deus renuncia à presidência da Comissão de Atletas da CBDA

O campo-grandense Leonardo de Deus, 28 anos, renunciou à presidência da Comissão Nacional de Atletas da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). Em carta, o nadador alegou “interesses de natureza pessoal”.

O pedido de renúncia foi entregue em janeiro ao presidente da CBDA, Miguel Carlos Cagnoni, mas somente na quarta-feira o atleta tornou público seu afastamento. Léo de Deus postou a carta em sua conta do Instagram e publicou um vídeo.

Divulgação
“Acredito que eu fiz tudo que eu pude, tudo que estava ao meu alcance. Me doei bastante, tanto dentro como fora d’água, nas piscinas, para o esporte em geral. O pedido que eu faço é que a CBDA seja legalista, transparente e que continue olhando para nós, atletas”, continuou o nadador.

Ontem, a CBDA também se manifestou sobre a renúncia do atleta. A entidade publicou nota oficial em seu site e agradeceu Léo de Deus “por todos os serviços prestados no exercício de seu mandato” e destacou que o campo-grandense “foi extremamente atuante para o melhor da comunidade aquática brasileira”.

Ainda segundo posicionamento da CBDA, uma nova eleição para o representante da natação na Comissão será feita o mais breve possível.

Agora, sem Léo de Deus, a Comissão de Atletas da CBDA conta com Carlos Henrique Rosa [maratonas aquáticas], Jessica Gonçalves [nado sincronizado], Rudá Franco [polo aquático] e Tammy Galera [saltos ornamentais].

O presidente da Comissão tem direito a voto nas eleições da CBDA. O mandato de Miguel Cagnoni vai até 2021.

Histórico

Leonardo de Deus estava à frente da Comissão de Atletas da CBDA desde maio de 2017, quando foi eleito. O nadador só chegou ao posto depois que um grupo de atletas e ex-atletas buscou a Justiça para que a escolha do também nadador Thiago Pereira como representante da junta fosse revogada, o que aconteceu.

A intenção era de que a eleição para a Comissão de Atletas fosse realizada pelos próprios esportistas, conforme prevê Lei Pelé. Porém, Pereira havia sido indicado pela própria CBDA.

O campo-grandense acompanhou de perto a confusa transição de poder entre Coaracy Nunes, que chegou a ser preso pela Polícia Federal em 2017 acusado de comandar um esquema de desvio de recursos públicos, e Miguel Cagnoni na presidência da confederação. Em março daquele ano, a diretoria da entidade foi afastada pela Justiça depois que a Operação Águas Claras foi deflagrada.

O Brasil chegou a correr o risco de não disputar o Mundial de Budapeste em 2017. A prisão de Nunes e de parte da diretoria da CBDA fez os Correios anunciarem o rompimento do contrato de patrocínio à natação. A medida seria revista pelo parceiro mais tarde.

Uma série de tentativas de eleger uma nova diretoria se desenrolou em 2017, mas Cagnoni só conseguiu ser eleito em definitivo no início de 2018.

“Nós, atletas, pedimos que os senhores cumpram o que constam nos regulamentos da CBDA, para que ponhamos um fim em tudo isso, que viremos a página”, disse Léo de Deus na assembleia geral eletiva que definiu o novo presidente.

FONTE: Correio do Estado/Jones Mário

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