Problema aqui, e acolá! Derrota e atraso salarial abre crise no Comercial; Azulão é denunciado no TJD

Mais uma crise - Sem cerimônia alguma, o goleiro colorado Rodolfo colocou a boca no trombone e "mandou a real" para a imprensa e torcida que estava na arquibancada do Morenão hoje, na derrota do Comercial por 2 a 0 para o Costa Rica (em tempo, os gols foram de Eberson e Firmino, ainda no primeiro tempo): o salário do elenco está atrasado há quase dois meses.

Protesto - Rodolfo rebateu as críticas dos torcedores na arquibancada quando descia para o vestiário, no intervalo, revelando ali que ninguém recebeu um vintém sequer este ano. Imediatamente, os torcedores se voltaram para as cadeiras, onde estava o presidente Valter Mangini. A coisa só não ficou mais feia pois o público foi muito, mas muito pequeno: 156 torcedores, com 92 pagantes.

Lance do primeiro gol do Costa Rica, com torcida ao fundo
(Foto: MS Esporte Clube/Nyelder Rodrigues)
Jab, direto - O goleirão se esquivou bem e lançou um golpe direto no estômago de Mangini, que não gostou das manifestações contra ele e chegou a revidar, chamando alguns torcedores "na chincha". Nada aconteceu. Nada mesmo. Os segundo mês de salário vence em breve e não há perspectiva alguma de que os jogadores recebam nem o primeiro. Aliás, todos saíram de campo aplaudidos.

Contestado - A terceira derrota em oito jogos de Mário Tilico em 2019 fez com que o trabalho dele passasse a ser contestado, não apenas nas arquibancadas, mas dentro de sua própria comissão técnica, com a escalação de jogadores que estariam sem condições de jogo. Apenas em fevereiro, o Comercial já contratou seis novos atletas, mas nenhum deles se tornou titular ainda.

Debandada - A crise comercialina pode resultar em saídas repentinas do clube. Um dos que pode sair é justamente o líder e capitão Rodolfo, que tem proposta de outro clube fora do MS. Além dele, André Bahia pode ir para o Olímpia (SP), mesma equipe para onde o atacante Fabinho, até então titular colorado, foi esta semana. Também podem haver saídas na comissão técnica.

Solta o Azulão - O domingo (24) promete mais emoções para o torcedor sul-mato-grossense. O Aquidauanense, denunciado no TJD esta semana pela escalação irregular de Alex Faria na primeira rodada do Estadual, vem à Campo Grande com uma motivação a mais: surpreender o atual campeão e arrancar mais três pontos que podem evitar o rebaixamento do clube.

Façam as contas - Isso porque a perda de seis pontos como punição ao clube já é tida como certa por "especialistas" de plantão e dirigentes, comissão técnica e jogadores da equipe já estão cientes disso. Com 11 pontos até aqui, o Azulão ficaria, se a pena fosse confirmada e aplicada hoje, com apenas cinco pontos e à frente apenas do Operário de Dourados, que tem dois, e do Novo, com quatro.

Jogo chave - No Operário, uma vitória com boa exibição sobre o Aquidauanense no Morenão é considerada como vital para o time "reconquistar" a confiança da uma grande parte dos torcedores, entre eles, muitos diretores. Mesmo que um empate com gols mantenha o time na vice-liderança, o "gato pode subir no telhado" hoje. Uma derrota seria quase que uma tragédia.

Olê, olê, olá... - Aos poucos, atitudes de alguns "líderes" acabaram inflamando os ânimos. Já há quem defenda, inclusive, a saída do treinador Arilson Costa e a chegada de um velho conhecido: Celso Teixeira, El Loco, que comandou o Galo em 2016 e chegou à semifinal do Estadual.

Guerra e paz - Porém, no início da temporada, o Teixeira rasgou o verbo contra o presidente operariano Estevão Petrallás, em entrevista para o cronista Thiago Lopes de Faria, pois sentiu-se engano pelo dirigente, que teria o prometido o time para 2019. Estevão negou e colocou panos quentes. Será que El Loco toparia o retorno depois do ocorrido? Sob quais condições?

Plantão - Que os plantões nas redações de sites na Capital não são fáceis, sabemos muito bem. Mas os constantes erros cometidos pelo Campo Grande News nos fins de semana e nas noites de quarta-feira ao citar simples resultados de jogos colocam em evidência duas coisas: o desleixo de chefões e patrões com o esporte, e que nossos jovens "generalistas" também precisam se aprender mais.

Oras, bolas - Não custa nada aos "manda-chuvas" dos jornais construir melhor as escalas com os setoristas - e quem não tem setorista, que passe a ter um, assim como acontece com outras áreas. Já aos amigos que abraçam as "buchas" noturnas e em plantões, "não entender de futebol" não pode ser justificativa para alguém que almeja crescer e não ser mais mão de obra barata e descartável. A vida nos impõe dificuldades que, se quisermos mesmo seguir naquele caminho, devemos enfrentar. E futebol/esportes é muito mais fácil do que se imagina. Abraços e boa sorte!

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