BLOG DA REDAÇÃO: deputado vai ao Morenão e resolve brigar por CPI do futebol. É mole?

Visita indigesta - Parece brincadeira, mas não é. O deputado estadual Evander Vendramini resolveu "prestigiar" o duelo entre Comercial e Corumbaense no Morenão no fim de semana e, além de ver um futebol xôxo e derrota do Carijó por 1 a 0, se indignou com o baixo público no estádio. Assim, como Cristovão Colombo, "descobriu" algo que já era antigo: as mazelas do futebol sul-mato-grossense.


Foto: Divulgação/Ascom
CPI à vista - Promessa é dívida e vamos cobrar: empenho em abrir uma CPI para apurar a aplicação de recursos públicos no Estadual. Vale lembrar que, hoje, o Ministério Público já apura o uso da verba de 2017. Contudo, se mexer nesse vespeiro, na realidade Vendramini pode cutucar mais o Governo do Estado do que a Federação de Futebol. Resta saber se vai tomar a "empreitada"...

Fogo amigo? - Vendramini já teria, inclusive, marcado reunião com seu conterrâneo Alfredo Zamlluti, ex-presidente da FFMS e que, em abril, toma posse como vice-presidente da gestão que vai até 2023, novamente com Francisco Cezário na presidência. O tema específico a ser tratado no encontro não foi revelado, mas vale lembrar que Zamlutti foi tido, por muitos anos, como esperança dos "opositores" de Cezário, como integrantes do Mutirão Pró-Futebol.

Homenagem - No mesmo jogo que incentivou Evander a insurgir contra a FFMS, o goleiro Rodolfo completou 100 jogos com a camisa colorada, com participação fundamental para que o time saísse vencedor. Mais que merecida, a homenagem era uma obrigação da diretoria comercialina, que ficou dois meses sem pagar o salário dos jogadores. A promessa era que o 'pagode' sairia nessa semana.


Foto: MS Esporte Clube/Nyelder Rodrigues
Homenagem 2 - Aproveitando a proximidade do aniversário do Comercial, fundado em 15 de março de 1943, o time homenageou também in memorian o empresário Ueze Zahran, antigo incentivador do colorado. Infelizmente, a recíproca não é a mesma, já que, aparentemente, a família já não é mais tão entusiasta assim do futebol colorado. Mas há quem discorde e diga o contrário...

Poder e bola - Ainda na editoria de "Poder", como ficou conhecido a velha "Política" na Folha de São Paulo, existe um "zum, zum, zum" grande sobre o futuro do Comercial. Um grupo, envolvendo empresários, torcedores ilustres e até cronistas, está disposto a tocar o clube ainda este ano, com uma nova direção. Obviamente, para isso acontecer, Valter Mangini teria que sair da presidência.

Benção - Os atrasos salariais e sucateamento da estrutura colorada são problemas que dariam aval ao novo grupo perante a opinião pública. Além disso, eles prometem reaproximar a família Zahran do cotidiano do clube e, consequentemente, trazer dinheiro para o futebol. Mas aí, surge a dúvida: todos já receberam a benção de certo ex-presidente, hoje homem forte nos bastidores do poder?

Racha ou não racha - No Operário, as coisas também não andam tão bem. O mau desempenho do time em 2019, quando se esperava um futebol mais consistente e maior predominância sobre os adversários, fez com que divisões internas da diretoria operariana fossem à público. Uns queriam a manutenção do treinador Arilson Costa, enquanto outros queriam sua demissão.

Bye, bye - Nos bastidores, os rumores sobre a renúncia do vice-presidente Nelson Antônio da Silva foram confirmados por influente diretor operariano. Porém, o próprio Nelson, em contato com a reportagem do MS Esporte Clube, negou a saída. "Não teve nada disso, de saída. Esquece isso", cravou Nelson, por telefone. E agora, passa ou repassa?

Elo forte - Popularmente conhecido como Coronel Nelson devido sua patente militar, o dirigente é um dos principais elos entre a atual gestão do Governo do Estado, onde também ocupa cargo estratégico, e o Operário. Republicano e adepto do diálogo, sempre é visto participando ativamente da organização dos jogos, fazendo também o "trabalho sujo".

Jacaré revivendo - Um dos clubes mais marcantes do MS na última década pode ressurgir para o futebol: e o Naviraiense, atualmente desativado. Algumas reuniões já estão previstas para acontecer e planejar o retorno, que vai contar com apoio do empresariado e nada mais. Isso mesmo, a equipe não contará com "dedo" da prefeitura, até porque, esse tipo de gestão já se mostrou ineficaz.

Pé no chão - Contudo, nenhum passo além das condições reais será dado, evitando problemas futuros. Assim, não existe prazo para o retorno do time, e provavelmente isso não ocorrerá ainda em 2019. Todos têm os pés no chão de que, apesar da boa intenção de voltar para campo, se não houver viabilidade alguma para isso, o projeto pode ser reestudado, e em último caso, engavetado.

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