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Empresa abandona reforma do Guanandizão em mais um papelão de prefeitura e Governo

Em Mato Grosso do Sul, parece que a tônica dos gestores públicos é passar vergonha quando o assunto é esporte - aliás, vai além, mas como nossa editoria é essa, vamos nos ater a ela. A empresa contratada para reformar o ginásio Guanandizão desistiu da obra alegando inviabilidade financeira para prosseguir o trabalho, com valor estimado foi de R$ 1,8 milhão.

Foto: Reprodução
Com isso, a tendência é que o preço da reforma saia mais caro, já que a segunda colocada da licitação, a Rocoma Construções, será convocada e tem uma semana para decidir se irá assumir ou não a obra. Esses contratempos também farão com que a obra atrase.

O secretário municipal de Infraestrutura, Rudi Fiorese, afirma que a Ajota, até então responsável pela reforma, apenas fez a demolição do piso e algumas partes dos banheiros, acrescentando em matéria do Correio do Estado, assinada por Jones Mário, que isso é "quase nada".

A verba para a obra foi repassada pelo Governo do Estado à Prefeitura de Campo Grande com grande pompa, sendo sempre ressaltado o ato em eventos públicos e com a presença do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e o prefeito Marquinhos Trad (PSD), além de anúncios e notícias em veículos "parceiros" da gestão. A licitação e fiscalização da reforma ficou sob jurisdição da prefeitura.

Inicialmente orçada em R$ 2,3 milhões, o valor foi revisto visando "economizar". O projeto é da Secretaria de Infraestrutura, e prevê R$ 470 mil para instalações elétricas, R$ 352 mil para substituição do piso da quadra, R$ 106 mil para paisagismo e R$ 404 mil para pintura geral. Instalação de tela, vedação de buracos, entre outros detalhes, também estão previstos.

Papelão

Esse não é o primeiro papelão que prefeitura e Governo do Estado protagonizam no esporte sul-mato-grossense. Um dos principais é a já batidos é a construção da pista de atletismo do Parque Ayrton Senna, obra retomada apenas ano passado pela prefeitura. Outras ações prometidas, como apoio financeiro aos clubes de futebol, também não saíram do papel.

Já em nível estadual, durante a eleição para prefeito em 2016, o Governo lançou a então vice-governadora Rose Modesto (PSDB) como candidata, concorrendo justamente com Marquinhos. Um dos trunfos prometidos foi a reforma completa do Morenão, algo que ficou apenas na promessa.

Extraoficialmente, afirma-se que não foi encontrado uma maneira legal de repassar as verbas necessárias para a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), especificamente, reformar o estádio Morenão. A situação foi colocada para baixo do tapete e ninguém mais falou sobre.

Punição

Como de praxe em licitações, o edital para reforma do Guanandizão prevê punições à empresa, no caso a Ajota, que cometa infrações no decorrer do contrato. Ela pode ser multada em 2% sobre o valor contratado caso ocorra atraso sem justificativa, em 5% por abandonar a obra sem realizar nenhum trabalho, ou em 10% por executar apenas parte dela. A construtura também pode receber suspensão de dois anos sem poder firmar contrato com o prefeitura.

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