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Pelé é Eterno, é mitológico e real, é divino e terreno. Pelé é o Maior. E ficou sem Coutinho...

Infelizmente, o "primeiro" gênio da pequena área se foi. Pelé ficou sem Coutinho. Para os não tão "antigos" e que não criaram o hábito em algum momento de se aventurar por horas e horas em pesquisas e VTs do futebol de outrora, Coutinho pode ser comparado a Romário em termos de características. Claro, que não vou me aventurar em, logo aqui, tentar eleger quem foi melhor.

Não vim aqui para isso. Vim para lembrar lhes de algo que parece óbvio, mas que parece tão abstrato e distante que ignoramos muitas vezes. A morte de Coutinho me fez lembrar que outros gênios, como Garrincha, Di Stéfano, Púskas, Best, Cruijff, Eusébio, entre outros que por lapso de memória devo ter me esquecido, também já não estão entre nós, ao menos fisicamente.

(Crédito: Revista do Esporte número 221)
Apelo novamente a uma obviedade que caiu no ostracismo: Edson Arantes do Nascimento tem 78 anos e alguns problemas de saúde, naturais pela idade avançada. Em breve, e espero que não tão em breve assim, iremos nos despedir também do Edson, como ele muitas vezes fez questão de separar.

Alô, Seu Edson, mesmo depois de tudo que fez dentro das quatro linhas, muitos cobraram algo que o senhor nunca quis ser: um mártir político. Ao separar o jogador do homem Edson Arantes do Nascimentos, foi criticado por "fugir da responsabilidade".

Mas que responsabilidade é essa? A responsabilidade de alguém que só quis jogar bola e, por sor o melhor de todos, do nada, se viu obrigado a ser um ícone além das quatro linhas? Pois é, caro Pelé. Mesmo que os críticos tenham acertado, eles não tem razão. Um contrassenso, como muitas coisas na vida. Ao fazer o errado, Seu Edson, o senhor acertou por linhas tortas.

Ah, seu Edson. Tenho total certeza que um dia o senhor irá nos deixar e, graças a essa distinção, Pelé ficará conosco, para sempre. Pelé é o Eterno, o Rei, o Maior, a representação divina no futebol. Esse nunca se despedirá da Terra. É um patrimônio espiritual, o Espírito Santo em 90 minutos, mais acréscimos - e anos depois, os tantos e tantos filmes e vídeos de YouTube que o reverenciam.

Gostem disso ou não, nada no futebol é maior que Pelé. Nem melhor. Esqueçam esse debate. Esqueçam. Esqueçam tudo isso. Só não esqueçam do que Pelé, o jogador, eternizou. Ele é maior que clubes, campeonatos, tudo. Ouso a dizer que o futebol pode se resumir ao Pelé. Editores, parem as máquinas! Se precisarem de mais espaço em seus títulos, resumam futebol para Pelé. Isso basta!

Não existe ainda nada igual ao Pelé. Não existe. E se um dia existir, será a reencarnação de Edson, o homem, que também é alma e voltará para jogar bola outra vez. Dois 'Pelés', imaginem, só no imaginário futurístico mesmo - ou no Santos dos anos 60, quando diziam os mais entusiasmados que Coutinho era o "segundo" Pelé. De fato, a mística de Pelé é única.

Pelos jovens, certamente, serei taxado de maluco, saudosista, non sense, até burro, entre outras desqualificações. Natural, afinal, faltam argumentos para rebater o que foi Pelé, ainda mais por quem pouco viu e pouco busca in memorian. O mundo não começou ontem, nem hoje.

Mas respeito quem discorda. Nada é unânime. Porém, repito: Pelé é Eterno, está no infinito, é abençoado por Deus, ou por deuses, ou pela coincidência natural, ou seja lá qual for a sua crença. Pelé é uma entidade mitológica, mas é real, foi real, e será sempre real. Mesmo que sem Coutinho, com sua habitual camisa 9, a camisa 10 será de Pelé.

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