Jogadores e Arilson estão fora do Galo, que deve trazer Tony Montalvão para gerir o futebol

A semana foi movimentada nos bastidores do Operário. Há menos de um mês para estrear na Série D - duela contra o Patrocinense (MG) fora de casa no dia 5 de maio - o time passa por uma reformulação total, com a saída do treinador Arilson Costa e vários outros atletas. O presidente Estevão Petrallás também deve renunciar ao cargo essa semana.

Arilson aceitou acordo de rescisão (Foto: Franz Mendes)
Outra novidade no clube é o antigo "namoro" entre Galo e Tony Montalvão, da TNY Sports, deve mesmo virar "casamento". As partes devem confirmar a parceria com o Operário e chegar ao clube já nesta semana, montando o elenco para a Série D. Ele também deve seguir para o Estadual 2020.

Desde que foi eliminado pelo Aquidauanense, no dia 31 de março, vários acordos estão sendo realizados para dispensar os atletas operarianos, além da comissão técnica. Existe ainda a possibilidade de Rodrigo Gral permanecer como gerente de futebol, mas nada ainda é concreto.

Com rescisão próxima dos R$ 50 mil, Arilson é um dos que aceitou fazer acordo para reduzir o valor. O clube passa por dificuldades financeiras e alguns diretores estão fazendo empréstimos pessoais para acertar o pagamento dos atletas. A rescisão do jogadores, que girava em torno de R$ 20 mil a média, também precisou ser negociada - a média salarial era de R$ 6 mil.

Entre os jogadores que já foram embora, estão o goleiro Jota e o lateral-direito Murilo, que junto a Fagner e Wangler são os três que já tiveram a rescisão publicada no BID da CBF e estão liberados para assinar com outro clube. Inicialmente, a lista de permanência no clube continha sete atletas, mas ela pode ficar ainda menor no decorrer dessa semana.

Os sete atletas listados eram o goleiro Gelson, os zagueiros André Paulino, Rodrigo Arroz e Bruno Centeno, o lateral Da Silva, e os volante Daniel Lucini e Fernandinho. Porém, a permanência de algum deles deve ser repensada. Da Silva, por exemplo, já teria assinado a rescisão. Na diretoria, nada ainda é confirmado e o presidente Petrallás adota a prática do silêncio total.

Novo presidente, treinador e reforços

Com fama de 'linha dura' e ex-DOF, coronel Duarte deve
assumir a presidência do Operário ainda esta semana
(Foto: Divulgação/Ascom Gov) 
Com a renúncia de Petrallás, também deve ser entregue a renúncia do vice-presidente Nelson Antônio da Silva, o popular Coronel Nelson. Ele era o "plano A" para assumir o Galo em 2019, mas divergências internas o fizeram se afastar do clube. Com isso, o posto deve ser assumido por Edilson Duarte, que também é coronel da PM (Polícia Militar) e ex-comandante do DOF.

A chegada de Tony Montalvão será crucial para definir treinador e reforços, além da permanência de alguns diretores. Famoso por suas aparições nas redes sociais, Anderson Ramos já afirmou que deve sair junto com Petrallás. Outros ainda devem ser afastados a pedido do Tony.

Quanto ao comando técnico do time, um dos nomes mais cotados é o de Paulinho Rezende, treinador semifinalista do Estadual 2007 pelo clube e que atualmente trabalha na prefeitura da Capital. Informações dos bastidores garantem que ele já conseguiu três meses de liberação, mas o próprio nega que tenha sido contactado por diretores do Operário para assumir o time na Série D.

Já sobre reforços, o clube já teria acerto com o meia Salomão, até aqui artilheiro do Estadual 2019 com 10 gols pelo Águia Negra e eleito melhor jogador da primeira fase no MS Esporte Clube. Outro cogitado é o atacante Tiziu, do Aquidauanense. Porém, outras contratações são ainda tratadas como especulação por ora. Os contatos devem se intensificar neste semana, quando será reiniciada a preparação para a disputa da Série D do Brasileirão.

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