Mesmo com 'maratona' entre autódromo e TV, Giaffone se garante na final da Copa Truck

"Doidera total". Podemos com essa frase resumir o fim de semana do piloto Felipe Giaffone, de 44 anos. À frente do caminhão número 4, da equipe Usual Racing/Iveco na Copa Truck, Giaffone encarou uma verdadeira maratona para correr em Campo Grande, já que horas antes da largada, ele estava em São Paulo, comentando a etapa da China da Fórmula 1.

Giaffone, ao lado do lendário Luciano do Valle, nos tempos
de comentarista da Band, em etapa da Indy no Brasil
(Foto: Reprodução/Band)
O evento chegou à Capital no meio da semana e, na sexta-feira (12), durante os treinos livres, Giaffone ficou sabendo que Reginaldo Leme, com pneumonia, não poderia comentar o GP da China, milésimo da história da F1, e um substituto era buscado.

"Pessoal me ligou na sexta e eu já estava aqui [em Campo Grande]. Me falaram da situação e eu me coloquei a disposição. O acordo que eu fiz era de que quando batesse a F-1 com a Truck, eu correria na Truck. Mas em uma ocasião dessa, era uma prova muito importante da F1", explica Giaffone, que completa. "Eles checaram os voos e dava certo, então a gente fez".

A cobertura marcou também a estreia dele na Globo. Após 10 anos na Band comentando a F-Indy (categoria em que correu por vários anos), Giaffone acertou neste ano como comentarista de automobilismo do Grupo Globo. A expectativa inicial era a de que ele, por ora, ficasse apenas no SporTV, que transmite a F1 quando a Globo não faz a transmissão.

"Não me arrependi em nada. Foi muito legal, fui muito bem recebido Galvão Bueno, pelo Luciano Burti. Sei que a participação foi realmente só para essa corrida, mas foi muito bacana. Não me atrapalhou em nada. Agora, daqui para frente, é retomar essa energia e dormir bastante", brinca Giaffone, revelando ainda que conversou com Reginaldo Leme.

A etapa chinesa da F1 aconteceu durante a madrugada no Brasil. Ao terminar o treino classificatório em Campo Grande, Giaffone embarcou para São Paulo e, depois, seguiu para o estúdio da TV Globo para comentar a corrida, que acabou às 4h (horário de MS).

Duas horas depois, ele retornava para a capital sul-mato-grossense e, ao meio-dia (horário de MS), estava na largava no Orlando Moura. Ao final da transmissão do GP da China, Giaffone foi elogiado por Galvão Bueno. "Um exemplo de profissionalismo".

Corrida e condições da pista

Já na pista, Giaffone foi o quinto colocado na primeira bateria da etapa campo-grandense da Copa Truck, e o quarto colocado na segunda corrida. Os resultados desse domingo (14), aliados ao da primeira etapa, em Goiânia (GO), garantiram ao piloto o segundo lugar na Copa Centro-Oeste, classificando-se direito à grande final do evento.

O campeão da copa foi Beto Monteiro, que em Campo Grande venceu a Corrida 1 e ficou em segundo, com Paulo Salustiano à sua frente, na Corrida 2. O terceiro colocado da Copa Centro-Oeste foi André Marques, que assim como Monteiro e Giaffone, garantiu vaga na grande final da Truck.

Sobre as condições da pista do Autódromo Internacional Orlando Moura, Giaffone admite que o asfalto está velho e que isso aumenta o desgaste dos pneus, precisando ser trocado. Contudo, revelou que a situação não afeta tanto no desempenho dos caminhões da Copa Truck.

"Usamos pneu de rua, então vai embora. Mas seria ótimo uma troca, para poder trazer outras categorias. Todos os carros em categorias de pneu slick sofrem muito com isso. Se tiver esse investimento [troca do asfalto], talvez para a Truck não mude muito, mas para trazer mais evento para cá, com certeza ajudaria bastante", finaliza.

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