Paralisada! Obra no Guanandizão pode atrasar em até um ano, admite Marquinhos Trad

Comemorada com grande pompa pela prefeitura de Campo Grande e Governo do Estado, a obra que reformaria e reabriria o ginásio Guanandizão, interditado há mais de cinco anos, pode virar uma pedra no sapato dos gestores públicos responsáveis por ela, a ponto do prefeito Marquinhos Trad já admitir a hipótese de paralisação por mais tempo e atraso de até um ano na entrega.

Foto: Edemir Rodrigues/Divulgação/Asscom  Gov
"Estamos convencendo a segunda colocada a fazer a obra. É uma judiação, a empresa foi extremamente leviana com a cidade. Eles disseram que fariam por um preço, venceram a licitação, depositamos o dinheiro e agora dizem que não conseguem fazer. Pediram aditivo", dispara o prefeito.

Marquinhos destaca que a segunda colocada tem 30 dias para responder se vai querer assumir a obra. Contudo, o trabalho deve ser feito pelo valor já acertado com a primeira. Se o chamado for negado, é preciso fazer nova licitação, daí surge o atraso e paralisação da reforma.

"Já estivemos com os proprietários dessa empresa e eles estão fazendo os cálculos para ver se é possível efetuar pelo valor que ficou em primeiro, por que a empresa é obrigada a fazer pelo valor que venceu. [se ele não fizer] Teria que fazer tudo de novo e aumentaria o prazo. Uma nova licitação hoje, vai no mínimo oito meses, um ano", destaca Trad.

O prefeito não explicou quando a empresa, Ajota Engenheria, oficializou o abandono da obra, mas deixou claro que, já com a licitação pronta, ela pediu aditivo no contrato (ou seja, para que fosse adicionado valores) para que a obra fosse executada. "Acabou essa mamata de aditivo. Acabou", frisou Marquinhos à imprensa em outra oportunidade.

Trad conversou com o MS Esporte Clube durante o lançamento da Copa Campo Grande de Futebol Amador, na noite de terça-feira (9). No dia 31 de março, em entrevista publicada no jornal O Estado MS, ele também já havia revelado o risco de paralisação das obras no Guanandizão, mas não falou sobre prazos. Na mesma entrevista, o prefeito também comentou sobre o autódromo.

"A pavimentação asfáltica foi corrigida, conforme solicitado por eles [Stock Car e Copa Truck], e ficaram garantidas essas provas em Campo Grande no ano de 2019", disse o prefeito. Entretanto, gestores do automobilismo regional afirmam que o pacote de obras fechado para o local prevê apenas para 2021 as obras "mais pesadas", entre elas a correção asfáltica definitiva.

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