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Prefeito critica clubes de futebol, Estadual e pede profissionalização: 'eles nem documentação tem em dia'

A prefeitura lançou ontem (9) à noite a primeira edição da Copa Copa Grande de Futebol Amador, evento que contou com a presença de vários desportistas da Capital, além de prefeito Marquinhos Trad, secretários e do governador Reinaldo Azambuja. Além de dar detalhes sobre a competição, Marquinhos aproveitou para fazer duras críticas ao futebol profissional.

Prefeito foi incisivo nas críticas ao futebol profissional
(Foto: Deurico Ramos/Arquivo/Capital News)
Primeiro, em seu discurso ao público, Marquinhos pediu organização no torneio da Funesp e usou como exemplo negativo o Campeonato Sul-mato-grossense 2019, frisando que o Aquidauanense, finalista contra o Águia Negra, pode ser campeão mesmo após usar um atleta irregular.

Ele ainda palpitou que o regulamento deve buscar uma forma de evitar que os famosos "boleiros" se inscrevessem apenas nas fases finais, deixando no banco de reservas os que jogaram no decorrer dos outros jogos, o que, segundo o prefeito, é praxe em alguns torneios amadores.

Já ao fim do evento, Marquinhos concedeu entrevista e, questionado pelo MS Esporte Clube sobre o apoio financeiro oferecido pela prefeitura aos clubes de Campo Grande, não poupou críticas e disparou contra os dirigentes. "Primeiro que eles nem documentação tem em dia. Eles atrasam todos os documentos", disse o prefeito, que continuou.

"Aí chega para a eleição da Federação, o cara paga os kits deles e eles votam todos no cara. Tem que profissionalizar isso aí. Eles tem que ter documento. Eu tenho uma empresa, minha empresa tem dinheiro meu e seu. Eu não posso pegar esse dinheiro e dar para o time que eu torço. Acabou essa época de dar um jeitinho, eles tem que ter documentação em dia", concluiu Marquinhos.

Apoio de R$ 200 mil

Durante o ano passado, após vários pedidos, foi oferecido pela prefeitura de Campo Grande apoio financeiro aos quatro clubes da cidade que disputavam a Série A do Estadual - conforme já previa lei, em caráter autorizativo, aprovada pela Câmara Municipal ainda durante a gestão de Gilmar Olarte. Porém, a falta de certidões dos clubes impediu o repasse.

Perguntado sobre o valor do repasse, Marquinhos desconversou e preferiu não responder. Conforme apurado pela reportagem, a soma total era de R$ 200 mil - ou seja, R$ 50 mil para cada um dos times: Operário, Comercial, União e Novo. Em 2019, o Operário conseguiu regularizar as certidões, tanto que assinou acordo com a MSGás, válido até dezembro, por R$ 150 mil.

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