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Três atletas registram índice para o mundial no desafio entre olímpicos e paralímpicos

Alessandro Rodrigo, Elizabeth Rodrigues e André Rocha brilharam no desafio de atletismo entre atletas olímpicos e paralímpicos realizado no Centro de Treinamento de São Paulo, no último sábado (6.04). Os três atletas conquistaram índices para o Mundial de Atletismo Paralímpico, que será realizado de 7 a 15 de novembro, em Dubai, nos Emirados Árabes.

Elizabeth ficou com o primeiro lugar do lançamento de disco F52, com 16,15m - 1,16m acima da marca estipulada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro. "Posso dizer que aqui só concluí o que já vinha fazendo nos treinos. Vou continuar firme para melhorar a marca e chegar bem para as principais competições do ano", disse Beth, cujos movimentos são limitados em decorrência de uma esclerose múltipla.

Foto: Elizabeth garantiu índice no lançamento de disco
(Foto: CPB/Divulgação)
No período da tarde, foi a vez do campeão paralímpico Alessandro Rodrigo atingir os parâmetros qualificatórios. Ele venceu o lançamento de disco F11, para cegos, com 44,75m. Em seguida, o campeão mundial André Rocha também garantiu-se com 8,70m no arremesso de peso F53.

Outro destaque foi a baiana Tascitha Oliveira. A atleta de 26 anos conquistou a sua melhor marca da carreira nos 100m T36 (para atletas com paralisia cerebrfal), com 14s22. O tempo é o melhor do mundo em sua classe desde os 13s68 feitos pela chinesa Yiting Shi na conquista do Mundial de Londres 2017.

Entre as mulheres também vale destaque para Lorena Spoladore. Após longo período de afastamento causado por uma lesão muscular, a paranaense retornou e registrou 12s20 nos 100m T11, para atletas cegas. A marca a coloca entre as principais concorrentes da classe em que o Brasil tem longa tradição.

Nos homens, destaque para a final multiclasse dos 100m. O vencedor foi o rondoniense Kesley Josué, que faturou o título com o tempo de 11s11 - cinco centésimos abaixo do que já havia feito nas eliminatórias (11s06) e que lhe deixa atrás apenas do australiano Chad Perris (10s96) na temporada. Entre os olímpicos que competiram com os paralímpicos, o melhor tempo foi de Rodrigo Pereira do Nascimento, com 10s27.

"Eu não estava preocupado com o tempo em si. Estava mais querendo voltar, depois de ter o tendão inflamado e ficar quatro semanas parado. Coloquei um tempo entre 10s35 e 10s25 como meta pessoal e acabou saindo 10s27. Estou feliz porque o que planejei saiu", disse Rodrigo.

A competição deste sábado teve a presença de mais de 400 atletas. O evento serve como preparação para os atletas paralímpicos, que disputarão o Open Internacional Loterias Caixa no fim deste mês - entre os dias 23 e 25 -, também no CT Paralímpico.

400m

Outra prova com grande número de participantes e equilibrada, os 400 metros masculino foi disputada em seis séries e final por tempo. Anderson Freitas Henriques (Sogipa-RS), na série 5, fez 46s35, e Aldemir Gomes da Silva Júnior (Pinheiros-SP), correu na 6ª série, em 46s37.

"Foi um bom tiro, corri 300 metros forte, mas no fim pequei um pouquinho, preocupado com os adversários. Mas cheguei tranquilo, bem. Tenho de melhorar bem nos 400m porque ainda corro os 200m, minha especialidade. Estou provando um pouco dos 400", disse Aldemir, que foi o mais rápido nos 200m rasos, com 20s84. "Os 400 m é uma prova difícil, doída, mas que ajuda na minha prova principal."

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