Opinião: Comerário no Sub-17 vira 'pano de fundo' para jogo da Seleção e torneio de futevôlei

Comercial e Operário fazem mais um clássico Comerário na tarde deste sábado (22), pelo Estadual Sub-17, a partir das 15h, no estádio Olho do Furacão, antigo CT do Cene. Apesar da importância para somar pontos e garantir a classificação à próxima fase, além da relevância história do duelo, a partida acabou ficando em segundo plano neste fim de semana.

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Isso por que a FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul) e a diretoria dos clubes não perceberam, ou se omitiram diante da situação, que o jogo da base conflitaria com o duelo decisivo entre Peru e Brasil, no mesmo horário, pela terceira rodada da fase de grupos da Copa América.

Além disso, o Operário também está promovendo neste sábado mais um torneio de futevôlei. Ao convidar torcedores para participar, o clube ressalta que será possível consumir cerveja e espetinhos de carne enquanto podem assistir ao jogo... do Brasil, contra o Peru, na Copa América!

As ações deixam claro que, apesar da presença de alguns dirigentes nos jogos da base no Brasil, e da transmissão ao vivo na TV FFMS prometida para hoje, as categorias de base, de uma forma geral, estão em segundo plano em Campo Grande.

O que não pode é, daqui dois, três meses, um ano, aparecer dirigente dizendo que "a imprensa só vê o lado ruim da coisa", "vocês não sabem tudo o que acontece nos bastidores" ou "vocês não ajudam, só criticam". O que importa, no final das contas, é a mensagem transmitida ao público. 

E hoje, a mensagem passada pela cartolagem para os torcedores é simples, breve e direta: temos outras prioridades! Prova disso é o baixo comparecimento do público nos jogos do Sub17 e Sub19, mesmo com a realização de seguidos comerários - que ainda são vistos com certa importância por alguns do lado colorado, mas é tratado como irrelevante pela imensa maioria dos operarianos.

Futebol viciado

Enquanto dirigentes apontarem dedos para culpar torcedores e imprensa pelas suas mazelas - e as vezes até apontarem dedos entre si, como é visto rotineiramente entre clubes e federação -, não vamos a lugar algum. Não que que torcida e cronista não tenham sua parcela também, mas os responsáveis pelo esporte não são eles.

E aí, todos vão sentar e se organizar, ouvindo os críticos e refletindo sobre as que podem rendem alguma melhora, ou continuar a ver definhando o futebol sul-mato-grossense? Será mesmo que um Comerário, independente de qual categoria seja, não mereça mais atenção? Está na ora dos dirigentes entenderam que o poder traz bônus, mas também cobra ônus. Vai de cada um avaliar se compensa.

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