Arena Morenão: estádio pode ser cedido ao Estado e receber dinheiro de apreensões da Justiça

Após a reforma de R$ 4 milhões que deve liberar o estádio Morenão até o início da Série A do Campeonato Sul-mato-grossense de Futebol 2020, a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) estuda ceder o local para o Governo do Estado, que ali quer montar uma arena multiuso com capacidade para 35 mil pessoas, ficando responsável por sua manutenção. O uso de dinheiro apreendido pela Justiça na obra também está sendo analisado.

Na terça-feira (6), o Governo anunciou que em breve deve iniciar obras emergenciais para adequar o Morenão às exigências do Ministério Público Estadual. A Universidade deverá em 60 dias apresentar o projeto técnico e, então a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) ficará responsável pela execução e licitação da reforma.

Depois, conforme apurado pelo MS Esporte Clube, a gestão estadual estuda assumir o comando do estádio, iniciando então uma revitalização do local, o tornando mais moderno e capaz de receber, além de jogos locais de futebol, também partidas nacionais e internacionais. A intenção é que a arena receba também outros tipos de eventos, como shows e exposições.

Divulgação OFC

Para que isso ocorra, será necessário que seja assinado convênio entre Governo e UFMS, com sinal positivo da PGE (Procuradoria-Geral do Estado) e do jurídico da universidade. O Estado também poderá levar para o estádio alguns departamentos do serviço público.

Uma das hipóteses analisadas é a de, através do convênio, também seja cedido um prédio pelo Governo do Estado, em local ainda não definido, para abrigar alguns setores da UFMS. Toda essa situação precisaria do aval do MP, que já mostrou boa vontade quanto ao cenário, inclusive sugerindo o uso de verbas apreendidas pela Justiça para a realização da revitalização completa do estádio.

Ainda segundo fontes revelaram ao MS Esporte Clube, o período em que o Morenão ficaria cedido ao Governo do Estado, inicialmente, está estimado em pelo menos 20 anos. Após um hiato nas negociações entre Governo e UFMS, as eleições de 2020 e os problemas financeiros enfrentados pela universidade devido aos cortes federais teriam incentivado a retomada das conversas.

Por ora, o projeto ainda é uma ideia e não há nada de concreto sobre o mesmo, não havendo dados relativos ao recurso que precisará ser investido para concretizar a revitalização, assim como tempo de obra e gasto previsto para a manutenção do mesmo.

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