Léo de Deus conquista ouro e é tricampeão no Pan; ciclista de Dourados fica com a prata

Atletas de Mato Grosso Sul conquistaram mais duas medalhas nos Jogos Pan-americanos. Depois do bronze conquistado no handebol por Raul Nantes, agora foi a vez de um ouro e uma prata em modalidades individuais ficarem nas mãos de sul-mato-grossenses.

Um dos premiados foi o nadador campo-grandense Leonardo de Deus, que foi convocado de última hora para o Pan de Lima, no Peru, conquistou a medalha de ouro nos 200m borboleta e se consagrou tricampeão da competição. A marca, para ele, "lavou a alma".

"Fui convocado em cima da hora, mas recebi a notícia muito bem. Era a chance de estar defendendo o tricampeonato. E ela [a medalha] está aqui com sufoco, com treino, com dor", comemora o atleta, que fez a prova em 1min55s86, 1s49 de diferença para o americano Samuel Pomajevich, que ficou com a prata (1min57s35). O colombiano David Gomez ficou com o bronze.

Foto: Pedro Ramos/Divulgação

Léo substituiu o nadador Gabriel Santos, suspenso pela Federação Internacional de Natação (Fina). Campeão também nas edições de 2011 e de 2015, Léo lembra que o ouro nunca veio fácil. "Em Guadalajara perdi o ouro por conta da touca e depois ganhei. Em 2015 ganhei por 14 centésimos de um atleta que estava com doping e agora fui convocado de última hora", relembra.

O sul-mato-grossense ainda completa que "o Pan é aquela competição sufoco, mas que a gente traz a glória no final". "Estou feliz. Nas três vezes quase deu errado, mas deu certo, então eu já sabia que ia dar certo", completou o atleta, que vem de recuperação de uma hérnia de disco", finaliza.

Ciclista de Dourados ganha medalha de prata

Além de Léo, o ciclista douradense Magno Nazaret completou a prova com o tempo de 46min17s44, pouco mais de um minuto e 54 segundos atrás do colombiano Daniel Martinez Poveda, campeão da prova, e ficou com a prata na prova de contrarrelógio do ciclismo estrada dos Jogos Pan-Americanos. O chileno José Rodriguez Aguilar completou o pódio.

Divulgação/COB

As condições da prova disputada no Circuito San Miguel não foram as melhores, com muito vento, o que exigiu muito da concentração dos atletas. "A prova de contrarrelógio individual sempre é uma prova dura porque o atleta tem que largar forte e terminar mais forte ainda", frisa, e completa.

"Nos momentos de descida não pode relaxar, tem que fazer as curvas com bastante cautela para não perder tempo. É difícil manter a concentração com o coração com 200 batidas por minuto. É uma prova que exige muito da concentração do atleta, mas é minha especialidade", disse Magno.

Com 33 anos, a conquista foi comemorada bastante pelo ciclista, ainda mais numa modalidade em que a Colômbia tem muita tradição. O segundo lugar coroa um período de muito trabalho para o brasileiro, que esteve nas Olimpíadas de 2012, mas ficou fora do Pan de 2015 e do Rio 2016. "É uma sensação muito boa, sensação de dever cumprido e satisfação imensa de representar o Brasil".

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