Reforma do Morenão vai custar R$ 4 milhões e Governo quer arena para 35 mil pessoas

Ao que tudo indica, finalmente o estádio Morenão irá ser reformado. Reunião entre representantes do Governo do Estado, Ministério Público e UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) definiu que o local será reformado em, pelo menos, duas etapas. Na primeira, chamada de emergencial, devem ser empregados R$ 4 milhões para liberá-lo até o início de 2020.

Assim, a disputa do Campeonato Sul-mato-grossense Série A não ficaria comprometida com obras no local, atualmente interditado pelo MP após laudos apontarem riscos de grau médio na estrutura. A verba da reforma viria do Fundo Estadual de Defesa do Consumidor, vinculado ao Procon - isso é possível pois a reforma é feita para atender o Estatuto do Torcedor.

Já uma segunda etapa, mais complexa, ainda precisa ser melhor estudada e discutida entre a UFMS e o Governo do Estado. A intenção é fazer uma revitalização completa no Morenão e transformá-lo em uma arena com capacidade para 35 mil pessoas, capaz de receber não apenas jogos de futebol, mas também outros eventos, como shows musicais, entre outros.

Gestores buscam acordo pelo Morenão (Foto: Saul Schramm/Ascom)

Conforme o divulgado pelo Governo do Estado, a UFMS ficará responsável pelo projeto técnico da primeira fase, devendo-o entregar no prazo de 60 dias. A execução e licitação caberá à Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), órgão responsável pelas obras feitas pela iniciativa pública estadual de Mato Grosso do Sul.

Além da recuperação da estrutura elétrica e hidráulica, atendendo as exigências da promotoria responsável por fiscalizar os estádios que recebem jogos profissionais de futebol no Estado, a reforma de R$ 4 milhões também deverá instalar um novo placar eletrônico no Morenão.

Promessa antiga e barreira financeira

Em 2016, o Morenão se transformou em "objeto de desejo" do Governo do Estado durante a campanha da então vice-governadora, Rose Modesto (PSDB), para a prefeitura de Campo Grande. Apesar da derrota nas urnas, uma primeira reforma emergencial para liberar o local foi realizada e o estádio foi reaberto para a disputa do Estadual 2017.

Devido ao apoio estatal dado naquele ano, o campeonato também ganhou forte apelo da mídia campo-grandense. Contudo, a prometida revitalização completa acabou emperrando devido, segundo os próprios gestores públicos, a dificuldades em se fechar convênio para repasse do dinheiro dos cofres do Estado direto para a UFMS realizar as obras necessárias.

Além disso, o convênio entre Fundesporte e FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul) virou alvo de investigação do Ministério Público após denúncia indicar que houve irregularidades. Porém, meses depois, a apuração foi arquivada sem constatar nenhum problema.

No caso, R$ 150 mil foram repassados a mais para os clubes em 2017 pagarem despesas de arbitragem, viagem, refeições e gastos semelhantes, e em contrapartida eles cederiam a cota de TV recebida, que somada fica também em R$ 150 mil, para realizar as obras para o estadual daquele ano. Apesar de não oficial, a informação é confirmada anonimamente por dezenas de dirigentes.

Agora, diferente de dois ou três anos atrás, a PGE (Procuradoria-Geral do Estado) e assessoria jurídica da UFMS deram aval para que as obras ocorrem e não haja dificuldade burocrática para realizar o pagamento das mesmas ou até mesmo fazer transferências de verba.

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